Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Letra de Forma

"A crítica deve ser parcial, política e apaixonada." Baudelaire

Letra de Forma

"A crítica deve ser parcial, política e apaixonada." Baudelaire

Letra de Forma

 

Naquele que é talvez o blog de que sou mais assíduo leitor, Transnets do lemonde.fr, Francis Pisani dava há meses atrás a seguinte definição de blog: “É algo que me permite exprimir mais livremente, de discutir com pessoas interessadas pelos mesmos temas e com as quais me sucede estabelecer relações amigáveis. Gosto de ser um muito pequeno ponto  na blogoláxia (termo que prefiro a blogosfera porque permite conceber melhor a diversidade) com dezenas de milhões de pessoas que se exprimem para públicos de todas as dimensões e de todos os tipos,  e assim dão origem a um tecido muito rico de comunicações horizontais (entre pares) que já não pode mais ser ignorado nem pelos media tradicionais nem pelas instituições. As trocas são desequilibradas, mas ocorrem. Também é uma adição, um elemento de uma estratégia profissional, um modelo económico imperfeito e que exige muito trabalho”.
 
Retive a definição, porque ela é abrangente das potencialidades da “blogoláxia”, do funcionamento em rede, e também da adição que suscita e do trabalho que exige.
 
Se disse na apresentação que esta página não era exactamente um blog, é também porque, em rigor, não creio, ou não me interessa, que Letra de Forma reúna todas essas características. Mas também não pretendo que o exercício seja meramente solitário, porque desde logo este é já também um importante segmento de espaço público.
 
Agora que retomo a lide, gostaria de deixar claras duas questões:
 
1) Sublinhar que como a colocação em linha de textos é de cadência irregular, tanto mais sugiro a possibilidade de subscrever, permitindo receber a informação de novos posts/textos;
 
2) Realçar que há um endereço de correio, e com isso esclarecer também que estou evidentemente receptivo a comentários e réplicas.
 
Acontece todavia – e este é um ponto importante – que a rede informática é também campo fértil para anonimatos, achincalhamentos e coisas piores. Também no “Le Monde”, um editorialista escrevia há tempos que enquanto era regra do jornal, regra de sempre, que os textos fossem assinados, agora na edição electrónica pululam os comentários anónimos.
 
Por outro lado, o intenso debate em curso nos Estados Unidos, e que basicamente tem sido apresentado como crítica na imprensa vs blogs, com estes a serem responsabilizados por influentes críticos, e associações de críticos, como responsáveis da diminuição dos espaços respectivos nos jornais, pôs ao menos em evidência um ponto fundamental – as opiniões têm de ser fundamentadas, como espero que sejam as que aqui deixo.
 
Não tenho pois vocação nem paciência para estar a “moderar” uma caixa de comentários, mas o endereço existe não apenas para receber informações (que aproveito para agradecer) mas também os contributos e refutações que os leitores entenderem.
 
E esclarecidos estes pontos, na gestão da página introduzi agora algumas mudanças.