Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Letra de Forma

"A crítica deve ser parcial, política e apaixonada." Baudelaire

Letra de Forma

"A crítica deve ser parcial, política e apaixonada." Baudelaire

Ligações

 

 
Introduzi agora ligações.
 
Não, não são “os blogs” que leio, que esses, mais ou menos (ir)regularmente, são bem mais em número. São sim os sítios ou blogs que frequento e que têm informações úteis ou matérias afins à vocação desta página. E com isso concretizo enfim uma virtualidade que tinha presente desde o início, a desse mais mundo que o espaço digital também propicia.
 
Há ligações americanas, britânicas, francesas, espanholas e portuguesas. As matérias são as dos fundamentos da tecnocultura, caso do indispensável Transnets, às músicas, artes visuais, cinema e literatura, daquele que creio ser um fundamental blog de música, The Rest Is Noise, do crítico do “New Yorker” Alex Ross (que no ano passado publicou um livro fascinante com o mesmo título, de que aliás – grata notícia – a Casa das Letras lançará a edição portuguesa ainda este ano) ao Sítio do Jazz de Manuel Jorge Veloso, da informação quotidiana americana do Arts Journal Daily e do Muse Arts aos blogs do “Guardian” e do “Le Monde”, do Critical Mass da associação de críticos literários americanos e da Republique des Livres de Pierre Assouline à Ler ou às Ciberescritas de Isabel Coutinho, etc. – que irá havendo ocasião de lhes fazer referências.
 
Desde já, algumas notas à atenção de cinéfilos:
 
1) No passado dia 1 de Maio, recebi um mail de Jonathan Rosenbaum, que se reformou da imprensa escrita, anunciando o lançamento da sua página – e poder lê-lo agora assim muito mais regularmente é um prazer renovado, no exercício da inteligência crítica;
 
2) O blog de Bertrand Tavernier, alojado no sítio da SCAD (a sociedade de autores francesa) não diz respeito ao realizador mas ao cinéfilo, e com acuidade ímpar ele vai falando das edições em dvd;
 
3) Na preparação do seu novo filme, o Pedro Almodóvar também tem um blog;
 
4) Enquanto decorrer agora o Festival de Cannes mantenho a ligação às páginas específicas do “Libération”.

Letra de Forma

 

Naquele que é talvez o blog de que sou mais assíduo leitor, Transnets do lemonde.fr, Francis Pisani dava há meses atrás a seguinte definição de blog: “É algo que me permite exprimir mais livremente, de discutir com pessoas interessadas pelos mesmos temas e com as quais me sucede estabelecer relações amigáveis. Gosto de ser um muito pequeno ponto  na blogoláxia (termo que prefiro a blogosfera porque permite conceber melhor a diversidade) com dezenas de milhões de pessoas que se exprimem para públicos de todas as dimensões e de todos os tipos,  e assim dão origem a um tecido muito rico de comunicações horizontais (entre pares) que já não pode mais ser ignorado nem pelos media tradicionais nem pelas instituições. As trocas são desequilibradas, mas ocorrem. Também é uma adição, um elemento de uma estratégia profissional, um modelo económico imperfeito e que exige muito trabalho”.
 
Retive a definição, porque ela é abrangente das potencialidades da “blogoláxia”, do funcionamento em rede, e também da adição que suscita e do trabalho que exige.
 
Se disse na apresentação que esta página não era exactamente um blog, é também porque, em rigor, não creio, ou não me interessa, que Letra de Forma reúna todas essas características. Mas também não pretendo que o exercício seja meramente solitário, porque desde logo este é já também um importante segmento de espaço público.
 
Agora que retomo a lide, gostaria de deixar claras duas questões:
 
1) Sublinhar que como a colocação em linha de textos é de cadência irregular, tanto mais sugiro a possibilidade de subscrever, permitindo receber a informação de novos posts/textos;
 
2) Realçar que há um endereço de correio, e com isso esclarecer também que estou evidentemente receptivo a comentários e réplicas.
 
Acontece todavia – e este é um ponto importante – que a rede informática é também campo fértil para anonimatos, achincalhamentos e coisas piores. Também no “Le Monde”, um editorialista escrevia há tempos que enquanto era regra do jornal, regra de sempre, que os textos fossem assinados, agora na edição electrónica pululam os comentários anónimos.
 
Por outro lado, o intenso debate em curso nos Estados Unidos, e que basicamente tem sido apresentado como crítica na imprensa vs blogs, com estes a serem responsabilizados por influentes críticos, e associações de críticos, como responsáveis da diminuição dos espaços respectivos nos jornais, pôs ao menos em evidência um ponto fundamental – as opiniões têm de ser fundamentadas, como espero que sejam as que aqui deixo.
 
Não tenho pois vocação nem paciência para estar a “moderar” uma caixa de comentários, mas o endereço existe não apenas para receber informações (que aproveito para agradecer) mas também os contributos e refutações que os leitores entenderem.
 
E esclarecidos estes pontos, na gestão da página introduzi agora algumas mudanças.

Escrita em dia

 

Antes do mais, “pôr a casa em ordem”, isto é, a escrita em dia, com textos que tenho vindo a publicar, antes de proceder também a algumas alterações na página e, nos casos em se justifique, recuperar o tempo perdido desta tão longa ausência.

Depois de uma tão longa ausência...

 

 
Agora sim.
 
Contrariamente aos meus usos, anunciei “que se haverá de novo textos colocados em linha nestes próximos dias, uma cadência mais regular apenas voltará a ocorrer a partir da próxima semana” – como está à vista, o anúncio não foi cumprido. As coisas fazem-se, não se prenunciam – e de uma vez que, para algum sinal de vida desta página dar, desrespeitei as minhas próprias regras, sucedeu o pior: faltei à palavra.
 
Aos que foram vindo e esperaram, as minhas desculpas.
 
E agora, para mais erros não repetir, retome-se sim o fio à meada.
 

Uma tão longa ausência...

 

Aos leitores do Letra de Forma é devida uma explicação para uma tão longa ausência, de quase um mês.
 
Houve, em primeiro lugar, um problema informático grave que me bloqueou, e que de resto não está ainda totalmente resolvido. Em segundo lugar, e com mais graves incidências de futuro, encontrei-me na situação de ter de ponderar a estrutura de produção da página.
 
Um público agradecimento é devido à Sercultur, a empresa responsável pela gestão de conteúdos do Sapo Cultura, que não só me abriu esta possibilidade como me assegurou as condições de prossecução de uma actividade profissionalizada neste espaço virtual. Contudo, discrepâncias resultantes de, por assim dizer, uma dupla gestão da página, e de módulos que escapavam ao meu controle, numa situação persistente e sem horizonte concreto de resolução, levaram-me a tomar iniciativa de rescindir o acordo. Não abdico ainda assim do Letra de Forma, ainda que desde já deva dizer que, a não serem encontradas outras modalidades de produção, a sua continuidade é incerta.
 
Sucede contudo, e pese ainda os prazos entretanto transcorridos, que ficaram questões pendentes a que entendo dever regressar, como desde logo uma análise mais pormenorizada do que foi a gestão Isabel Pires de Lima / Mário Vieira de Carvalho na pasta da Cultura, enquanto sistemático incumprimento do próprio contrato político do Programa do Governo, tal como entendo que a recepção mediática das alterações na pasta foi um importante indicador não só da mediocridade politiqueira dos media portugueses, como também dos níveis de “deslegitimização simbólica” que a cultura atingiu na opinião emitida. Importa-me também retomar agora noutros termos, os das políticas da criação contemporânea, o que foi o processo de Das Märchen, pois que havendo níveis diferentes de análises, a minha opção na altura, a que considerei ética e esteticamente prioritária, foi estritamente a crítica da obra.
 
Com uma longa ausência, alguns textos ficaram terrivelmente atrasados, outros mesmo invalidados. E custou muito não poder escrever de imediato quando, nomeadamente, se estrearam filmes de Paul Thomas Anderson ou Hou Hsiao-Hsien. Tentarei retomar, de algum modo reformulada, alguma da matéria que ficou pendente.
 
Terei entretanto que considerar algumas mudanças no Letra de Forma e devo também desde já esclarecer, em qualquer caso, que se haverá de novo textos colocados em linha nestes próximos dias, uma cadência mais regular apenas voltará a ocorrer a partir da próxima semana. Cabe-me também agradecer a todos aqueles que continuaram a visitar esta página. Um obrigado reiterado.